quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Leite Derramado

“Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.” – Lygia Perrone-Moisés


Me deparei com Dom Casmurro algumas vezes enquanto lia esse texto. O personagem tem seus momentos “mal humorados” e rabugentos. Achei interessante a ida e vinda das lembranças conforme ele vai conversando com quem estiver ao lado de seu leito. E como muitas vezes ele retoma alguns trechos de sua vida repetindo-os, deixando-os mais confusos, e até distorcendo o que foi dito anteriormente, como velhinhos costumam fazer quando contam histórias. É uma leitura interessante, mas achei um livro meio monótono, difícil de seguir. O fato de ter 200 páginas acho que colabora para o término da leitura, porque ele cansa um pouco.


E outro problema em Leite Derramado é para quem vai ler Chico Buarque pensando que verá aquele Chico compositor da música brasileira que tantos amam. E este foi meu erro, confesso. Acabei me decepcionando, pois é um Chico totalmente diferente do que estamos acostumados. Acredito que vale sim à pena ler Leite Derramado, mas não é um livro que eu recomendaria com animo aos leitores.





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