Stephen King é um dos mestres dos livros de terror. Carrie, a Estranha foi seu primeiro livro. Toda escola tem um alvo de zoações e brincadeiras de mal gosto. Na cidade de Chamberlain em Maine, este alvo é Carrie White. Filha de uma viúva extremamente religiosa, que vive tentando livrar a filha dos pecados terrenos, Carrie aos dezesseis anos, vive uma vida acorrentada às crenças da mãe. Não sai, suas roupas são comportadas demais, não conversa com as pessoas. Como os alunos da escola conhecem Carrie há um tempo, já criaram a imagem da menina esquisita e já elegeram com unanimidade que Carrie fosse o alvo das maldades. Há algo nas atitudes adolescentes que demonstra uma necessidade em descarregar suas frustrações e afirmar sua superioridade em relação aos outros.E é isso que acontece, quando no vestiário feminino, após a aula de educação física, Carrie fica menstruada pela primeira vez e as colegas de sala começam a jogar absorventes na menina. Carrie vivia em uma bolha criada por sua mãe, e essa bolha era tanta que ela nem sabia o que era a menstruação. Então quando se vê sangrando, acredita que está morrendo.
As maldades com Carrie não param por aí, e atingem níveis grotescos. Uma das meninas que bombardeou Carrie com absorventes se sente culpada e tenta amenizar a situação pedindo a seu namorado que convide Carrie para ir ao baile do colégio como seu par. Por ser muito apaixonado por Sue, ele aceita a proposta e leva Carrie ao baile. O que Sue não imaginava era que Chris Hargensen, a principal organizadora das maldades com Carrie estava planejando algo bem grande para Carrie no baile. E o que ninguém imaginava, era que Carrie era dotada de um distúrbio que a possibilitava mover objetos com a mente e tendo praticado esse “dom” Carrie o usa no Baile para se vingar de todos.
A cidade de Chamberlain nunca mais será a mesma.
O livro foi lançado neste ano na versão pocket pela Ponto de Leitura. Foi este exemplar que comprei e levei dentro da bolsa. Em 5 dias terminei. É um livro muito angustiante. A sensação é horrível, as situações são muito bem colocadas e cria as imagens bem claras na sua cabeça de como tudo vai acontecendo. Por esse motivo talvez, você acabe entendendo o lado de Carrie e sofrendo todas as maldades com ela. E quando o livro chega no clímax, você seria capaz de fazer bem pior do que Carrie fez se pudesse.
É perigoso, de certa forma, cria uma psicótica dentro de você, mas não se preocupe, depois passa. Mas o pior de tudo isso é relembrar que você já colocou alguém no lugar de Carrie na sua vida. Aquela pessoa que na sua escola era zoada por todo mundo, e que você por mais que não concordasse, já fez algo para magoá-la e sentir-se mais integrado na “turma”. Tenho uma em mente agora, que não tenho notícias há muito tempo, e eu só espero que apesar de todas essas maldades, que acredito que colaboram para destruir o perfil de um ser humano, hoje essa pessoa seja mais forte do que isso.
Tá bom, depois disso você pergunta: e por que ler? Porque achei Stephen King genial, sua escrita é cativante, você não consegue parar de ler. Ele te tortura, mas te vicia. Isso pra mim é um gênio! E o livro vai contando a história em flashes de vai e volta de passado, presente, futuro. É bem dinâmico e cada trecho é rapidinho, o que te mantém preso na leitura.
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