segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Committed - a skeptic makes peace with marriage




Elizabeth Gilbert vendeu toneladas de livros pelo mundo todo com Comer, Rezar e Amar. O livro conta a trajetória da autora em uma viagem de autoconhecimento. Elizabeth após se divorciar de seu marido, decide viajar para a Itália, Índia e Indonésia. Para quem gostou do livro aqui vai uma novidade: a autora escreveu uma continuação que tem previsão de publicação no Brasil no fim do mês.
Confira a sinopse:
No final de Comer, Rezar e Amar, Elizabeth Gilbert se apaixona por Felipe, um brasileiro que vivia na Indonésia. De volta à América, o casal jura fidelidade eterna, mas também jura nunca, nunca, por nenhuma circunstância, se casar legalmente. (Ambos eram sobreviventes de divórcios terríveis). Mas, o governo dos Estados Unidos acaba interferindo nessa promessa quando detém Felipe por não ter um Green card, dando ao casal a chance de escolher entre o casamento ou a proibição de Felipe retornar ao país. Este livro traz os medos de Gilbert em relação ao casamento, e tentando descobrir o que essa instituição tão antiga realmente significa.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Julie & Julia




Julie e Julia é um livro divertido. Essa é uma boa palavra para defini-lo. Em um momento de crise pessoal, a autora Julie Powell decide mergulhar de cabeça em um projeto culinário com receitas de Julia Child, americana que viveu na França e lançou um livro com receitas francesas. São 524 receitas para ser feitas em um ano. Julie, na época com trinta anos, é uma americana que vive em Nova York com o marido Eric e um gato, em um apartamento pequeno, com um emprego desmotivador.


Ao se deparar com o desafio, Julie vê um novo sentido em sua rotina e passa a registrar suas experiências em um blog, que em pouco tempo, se transforma em um sucesso. Julie é hilária. A partir da maneira como ela escreve visualizamos uma mulher a beira de um ataque de nervos, mas que não deixa de ser engraçada. Esse é o ponto forte do livro: a personalidade de Julie. Muitas receitas do livro de Julia Child são um desafio. Matar lagostas, desossar patos, cozinhar rim de boi, e outras técnicas culinárias que eu mesma já tenho por certo que não teria coragem de fazer.


Outra coisa que faz do livro um companheiro bacana para dias com um tempinho livre é que Julie é uma mulher real, como todas nós. Ela engorda, ela tem acessos de raiva com o marido dela, ela se cansa de andar de salto alto e ela ainda conta tudo isso pra gente! Adorei! Não acrescentou muito minha intelectualidade, só aprendi o que é aspic e outras técnicas culinárias que pretendo passar longe pro resto da vida. Mas o livro é gostoso de ler e diverte o leitor. Recomendo!



Aliás, estou doida para ir ao cinema assistir a versão do livro com Amy Adams e a Meryl Streep. Assim que o fizer, conto pra vocês.


Leite Derramado

“Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.” – Lygia Perrone-Moisés


Me deparei com Dom Casmurro algumas vezes enquanto lia esse texto. O personagem tem seus momentos “mal humorados” e rabugentos. Achei interessante a ida e vinda das lembranças conforme ele vai conversando com quem estiver ao lado de seu leito. E como muitas vezes ele retoma alguns trechos de sua vida repetindo-os, deixando-os mais confusos, e até distorcendo o que foi dito anteriormente, como velhinhos costumam fazer quando contam histórias. É uma leitura interessante, mas achei um livro meio monótono, difícil de seguir. O fato de ter 200 páginas acho que colabora para o término da leitura, porque ele cansa um pouco.


E outro problema em Leite Derramado é para quem vai ler Chico Buarque pensando que verá aquele Chico compositor da música brasileira que tantos amam. E este foi meu erro, confesso. Acabei me decepcionando, pois é um Chico totalmente diferente do que estamos acostumados. Acredito que vale sim à pena ler Leite Derramado, mas não é um livro que eu recomendaria com animo aos leitores.





Carrie, a estranha

Stephen King é um dos mestres dos livros de terror. Carrie, a Estranha foi seu primeiro livro. Toda escola tem um alvo de zoações e brincadeiras de mal gosto. Na cidade de Chamberlain em Maine, este alvo é Carrie White. Filha de uma viúva extremamente religiosa, que vive tentando livrar a filha dos pecados terrenos, Carrie aos dezesseis anos, vive uma vida acorrentada às crenças da mãe. Não sai, suas roupas são comportadas demais, não conversa com as pessoas. Como os alunos da escola conhecem Carrie há um tempo, já criaram a imagem da menina esquisita e já elegeram com unanimidade que Carrie fosse o alvo das maldades. Há algo nas atitudes adolescentes que demonstra uma necessidade em descarregar suas frustrações e afirmar sua superioridade em relação aos outros.

E é isso que acontece, quando no vestiário feminino, após a aula de educação física, Carrie fica menstruada pela primeira vez e as colegas de sala começam a jogar absorventes na menina. Carrie vivia em uma bolha criada por sua mãe, e essa bolha era tanta que ela nem sabia o que era a menstruação. Então quando se vê sangrando, acredita que está morrendo.


As maldades com Carrie não param por aí, e atingem níveis grotescos. Uma das meninas que bombardeou Carrie com absorventes se sente culpada e tenta amenizar a situação pedindo a seu namorado que convide Carrie para ir ao baile do colégio como seu par. Por ser muito apaixonado por Sue, ele aceita a proposta e leva Carrie ao baile. O que Sue não imaginava era que Chris Hargensen, a principal organizadora das maldades com Carrie estava planejando algo bem grande para Carrie no baile. E o que ninguém imaginava, era que Carrie era dotada de um distúrbio que a possibilitava mover objetos com a mente e tendo praticado esse “dom” Carrie o usa no Baile para se vingar de todos.


A cidade de Chamberlain nunca mais será a mesma.



O livro foi lançado neste ano na versão pocket pela Ponto de Leitura. Foi este exemplar que comprei e levei dentro da bolsa. Em 5 dias terminei. É um livro muito angustiante. A sensação é horrível, as situações são muito bem colocadas e cria as imagens bem claras na sua cabeça de como tudo vai acontecendo. Por esse motivo talvez, você acabe entendendo o lado de Carrie e sofrendo todas as maldades com ela. E quando o livro chega no clímax, você seria capaz de fazer bem pior do que Carrie fez se pudesse.


É perigoso, de certa forma, cria uma psicótica dentro de você, mas não se preocupe, depois passa. Mas o pior de tudo isso é relembrar que você já colocou alguém no lugar de Carrie na sua vida. Aquela pessoa que na sua escola era zoada por todo mundo, e que você por mais que não concordasse, já fez algo para magoá-la e sentir-se mais integrado na “turma”. Tenho uma em mente agora, que não tenho notícias há muito tempo, e eu só espero que apesar de todas essas maldades, que acredito que colaboram para destruir o perfil de um ser humano, hoje essa pessoa seja mais forte do que isso.


Tá bom, depois disso você pergunta: e por que ler? Porque achei Stephen King genial, sua escrita é cativante, você não consegue parar de ler. Ele te tortura, mas te vicia. Isso pra mim é um gênio! E o livro vai contando a história em flashes de vai e volta de passado, presente, futuro. É bem dinâmico e cada trecho é rapidinho, o que te mantém preso na leitura.